Olhar Olímpico: No 4º lugar do Pan, Brasil tem mais a celebrar do que lamentar

Brasil celebra conquistas no 4º lugar do Pan: Um olhar olímpico

No taekwondo, a campanha foi decepcionante. Em 2019, foram disputadas quatro finais, mas desta vez apenas uma, resultando em uma medalha de prata e um bronze, além de outras duas medalhas na prova por equipes, que não faz parte do programa olímpico. Embora seja necessário considerar que Sandy subiu de categoria e não competiu na sua categoria anterior, e que Carol ‘Juma’ se lesionou na estreia, ainda sim, esperava-se um desempenho melhor de Netinho, Paulinho e Maicon.

Da mesma forma, o saltos ornamentais também teve um desempenho fraco no Pan. Embora a dupla Ingrid/Giovanna tenha conquistado uma medalha, esperava-se muito mais dessa modalidade, que vinha obtendo bons resultados internacionalmente. Rafael Fogaça foi finalista em um campeonato mundial em 2022, mas ficou em último lugar no Pan em 2023. Luanna Lira ficou em 14º lugar no Mundial do ano passado e 15º em Santiago. Apesar do talento existente, os resultados não podem depender apenas de Ingrid Oliveira, que ficou em quarto lugar em uma prova forte.

Até agora, o ciclismo tem tido uma campanha regular. Conquistou dois pódios no MTB, mesmo após a aposentadoria do seu maior ídolo, Henrique Avancini, mas não alcançou medalhas no BMX Racing. Esperava-se mais de Paôla Reis, que não teve um bom desempenho na final. No masculino, é preocupante não ter nenhum representante na final.

O remo conquistou uma medalha de ouro com Lucas Verthein e uma de prata com Beatriz Cardoso. Esta é a primeira medalha de ouro desde 1987. No entanto, como uma modalidade coletiva, há pouco a se comemorar. O remo brasileiro está cada vez mais fraco. O país continua incapaz de selecionar os melhores de cada clube, formar equipes mistas e conquistar resultados relevantes sequer no continente.

O pentatlo também está em declínio. No Pan, mostrou que não consegue competir no continente, embora o nono lugar de Isabella Abreu tenha garantido uma vaga olímpica pela América do Sul. No masculino, o melhor brasileiro ficou apenas em quinto lugar entre os sul-americanos. É um resultado decepcionante.

Já o adestramento foi a modalidade que mais evoluiu até agora. Foram conquistadas duas medalhas de prata, uma por equipes e outra no individual, com João Victor Oliva, mesmo com um cavalo reserva.

Fonte deste artigo: https://www.uol.com.br/esporte/colunas/olhar-olimpico/2023/10/26/no-4-lugar-do-pan-brasil-tem-mais-a-celebrar-do-que-lamentar.htm


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